Empilhar
O Empilhar é um jogo de temporização com uma regra cruel: o que sobra é cortado para sempre. Cada bloco impreciso estreita a torre, e uma torre estreita torna o bloco seguinte mais difícil. Perde-se por acumulação de erros pequenos, nunca por um grande.
Como funciona
Um bloco desliza de um lado para o outro por cima da torre. Toca-se para o parar: a parte que sobressai em relação ao bloco de baixo é cortada e cai, e o que fica passa a ser o novo topo. Quanto mais preciso for, mais largo fica o bloco que assenta.
A partida acaba quando falha a torre por completo — quando o bloco para sem lhe tocar — e a sua pontuação é a altura alcançada. O Pocket Games guarda a sua torre mais alta, e no computador joga-se com a barra de espaço.
O centro perfeito, e porque é tudo
Se parar o bloco quase exatamente por cima do de baixo, não se corta nada: é um perfeito. E não é só um corte evitado:
- Os perfeitos consecutivos formam uma série.
- A partir do quinto perfeito seguido, cada perfeito alarga um pouco a torre. É a única maneira de recuperar largura perdida.
- A cada oito perfeitos seguidos a velocidade volta à inicial, como prémio: uma golfada de ar que vale dezenas de blocos.
Daí sai a estratégia, e é uma linha só: não jogue pela altura, jogue pela série de perfeitos. Um bloco assente mal mas “suficientemente bem” não o faz perder logo, mas zera a série, e sem série a torre estreita até ficar um fio.
Como se melhora a temporização
Olhe para o bordo, não para o centro. O cérebro é muito melhor a dizer quando duas linhas se alinham do que a estimar a olho onde está o centro de uma forma. Fixe o bordo esquerdo do bloco que chega e toque quando coincidir com o bordo esquerdo da torre.
Antecipe. Entre o pensamento e o dedo passam cerca de duzentos milissegundos: a velocidade alta é um quarto de oscilação. O toque tem de vir antes de o bloco chegar, não quando chega, e quanta antecipação é precisa aprende-se em três ou quatro partidas.
Encontre o ritmo. A oscilação é regular: contar mentalmente “vai e volta” funciona melhor do que seguir o bloco com os olhos, tal como com um metrónomo.
Não salve à última. Quando se dá conta de que está atrasado, a tentação é tocar na mesma. É a melhor forma de levar um corte enorme: mais vale deixar passar a oscilação e pegar a seguinte — o bloco só se perde quando o para fora da torre.
Quando a torre está estreita, mude de objetivo. Com dois dedos de largura já não joga para subir: joga para fazer cinco perfeitos seguidos e recuperar espaço. É a fase em que vale a pena respirar mais devagar e esquecer a pontuação.
Perguntas frequentes
Pode recuperar-se a largura perdida?
Sim, e é a mecânica mais importante do jogo: a partir do quinto perfeito consecutivo a torre volta a alargar. Quem não sabe joga condenado a encolher.
A velocidade aumenta sempre?
Sobe por patamares com a altura, até um teto. Mas uma série longa devolve-a ao valor inicial: é a única forma de “rejuvenescer” uma partida.
Um tela grande ajuda?
Ajuda, porque os bordos veem-se melhor e a temporização fica mais legível. No celular funciona igualmente bem depois de encontrado o ritmo.
Quanto é uma boa torre?
Vinte blocos quer dizer que encontrou a antecipação certa. A partir daí a torre só alarga com perfeitos consecutivos, portanto quem chega a cinquenta anda à procura deles de propósito.
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