Solitário Klondike
O Klondike é o solitário a que toda a gente chama simplesmente «o solitário», o que vinha em todos os computadores dos anos noventa. Jogado por instinto ganha-se cerca de uma partida em cada três. Entre esse número e o dobro estão duas ou três decisões por partida, e todas parecem inofensivas.
Como se dispõe e como se joga
Sete montes em fila: o primeiro com uma carta, o segundo com duas, até ao sétimo com sete. De cada monte só a última carta está virada. As cartas restantes formam o baralho de onde se compra.
Move-se em duas direções:
- Nos montes, constrói-se por ordem decrescente alternando as cores: um 9 vermelho vai debaixo de um 10 preto. Também se pode mover um grupo de cartas já em sequência, e no lugar deixado por um monte esvaziado só pode ir um rei.
- Nas quatro fundações em cima, sobe-se por naipe do ás ao rei. Levar para lá as cinquenta e duas cartas significa ter ganho.
Sempre que descobre a última carta tapada de um monte, ela vira-se: é o verdadeiro motor da partida.
Nesta versão compra-se uma carta de cada vez e podem dar-se três passagens ao baralho. É a variante mais permissiva do Klondike, aquela em que a percentagem de partidas ganháveis é mais alta. O recorde registado é o número de jogadas com que fechou um solitário: menos é melhor.
As regras de estratégia que contam
Descobrir cartas tapadas vem antes de tudo. Entre duas jogadas possíveis, escolha sempre a que vira uma carta voltada para baixo, e entre essas a que liberta o monte com mais cartas tapadas. Os montes longos são os que podem bloquear a partida: têm de ser desmontados cedo, enquanto ainda há opções.
Não mande tudo para as fundações. É o erro mais comum e o mais caro. Uma carta baixa na fundação não volta, e um 4 vermelho pode ser o apoio de que um 3 preto precisa. Suba uma carta quando ela já não serve a ninguém: na prática, quando ambas as cartas da cor oposta e de valor inferior já subiram também.
Um espaço vazio vale mais do que uma jogada. Mas só se tiver um rei para lá pôr, ou a certeza de que vem aí um. Esvaziar um monte sem o rei à mão significa ter bloqueado uma coluna para nada.
Pense antes de comprar. Comprar muda a carta disponível e, nas passagens seguintes, a ordem por que as cartas do baralho voltam. Esgotar as jogadas da mesa antes de tocar no baralho mantém as opções abertas mais tempo.
Atenção à terceira passagem. Com apenas três passagens, as cartas do baralho que não consegue colocar têm um número limitado de ocasiões. Se precisa de uma carta e a deixa passar duas vezes, a terceira é a última.
Quando uma partida está perdida
Nem todas as partidas são ganháveis: comprando uma carta de cada vez, cerca de 20 a 25 % das distribuições não têm solução, faça o que fizer. O sinal típico são dois ou três reis nas posições baixas dos montes longos, sem forma de lá chegar. Reconhecê-lo e recomeçar é uma escolha legítima — e é também o motivo pelo qual aqui o recorde é o número de jogadas e não o de partidas ganhas.
Perguntas frequentes
Quantas partidas se ganham jogando bem?
Comprando uma carta e com três passagens, um jogador atento ganha cerca de metade; a jogar às cegas fica-se muito abaixo. A diferença está quase toda na regra «descobre primeiro as cartas tapadas».
Porque não compensa subir logo às fundações?
Porque a fundação é de sentido único. Um 2 subido cedo demais deixa o ás de outro naipe sem o seu apoio, e a partida bloqueia dez jogadas depois, quando já não se liga uma coisa à outra.
Podem mover-se grupos de cartas?
Sim, desde que já estejam em sequência decrescente com cores alternadas. É a forma normal de libertar as cartas tapadas debaixo de um monte longo.
Porque se chama Klondike?
Do Klondike canadiano, a região da corrida ao ouro do final do século XIX: diz-se que o solitário se espalhou entre os garimpeiros.
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